domingo, 20 de maio de 2018

Braga na segunda metade do séc. XX - A história contada por calendários (6) - A Fundição de Sinos de Braga

Falar de Braga é falar de sinos a tocar. Há relatos de pessoas que nos visitavam (quando os sinos tocavam de noite, coisa que não vai há muito tempo) não conseguiam dormir. Claro que para os bracarenses isso nunca foi problema, tão habituados que estavam ao seu toque,
Quem me conhece sabe, que sempre gostei do toque dos sinos e que até já sugeri que Braga organizasse, anualmente, um festival de sinos tirando partido de todo o potencial existente na nossa cidade. Não sei se será possível.
Por exemplo, há não muito tempo era frequente, passeando descontraidamente pela cidade, ser surpreendido por um autêntico concerto nos sinos da igreja de Santa Cruz o que conferia uma atmosfera e um encanto especial.
Braga, com a sua quantidade de igrejas na zona urbana, encontra.se numa situação privilegiada para poder explorar esse aspecto. Bastará, penso eu, um pouco de imaginação e  vontade: matéria não falta.
Vem isto a propósito que, com a sua quantidade de igrejas e sendo Braga arquidiocese primaz, terão sido estas as razões principais pela qual a indústria sineira aqui se tivesse instalado e prosperado. 
Parece-me assim uma outra área que, atenta a sua especificidade associada à nossa cidade, mereceria que alguém capaz, fizesse uma investigação e fizesse "A história do fabrico de sinos na cidade de Braga".
Será que existem registos, por exemplo, dos locais do mundo para onde foram vendidos os milhares de sinos produzidos, desde o séc XVII, pela extinta Rebelo da Silva, da Rua de S. Lázaro? Quanto exemplares de sinos fabricados em Braga, ainda tocam por esse mundo fora? E em que partes de mundo e do nosso país?
Estou aqui  para apresentar a a única empresa do país a produzir actualmente sinos que é a Fundição de Sinos de Braga, de Serafim da Silva Jerónimo & Filhos Lda" e que desde 1932 se dedica ao ramo e vem ocupando lugar de destaque no sector, obviamente que diversificando também a sua área de negócio, adaptando-se aos tempos actuais.
Escolhi os calendários que apresento a seguir e que mostram que a maioria das actividades empresarias, ao tempo, se iniciavam em nome individual e só mais tarde adoptavam uma forma societária, normalmente associado com a passagem do testemunho aos seus descendentes; e que é assumida a data de 1932 como a data de nascimento do negócio.
Aqui estão alguns dos exemplares editados:

 

 
 


 

 

 

 

 


 
 

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